quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Palmares recebe homenagem pelos seus 23 anos


A Fundação Cultural Palmares foi homenageada pelos 23 anos de preservação, promoção, valorização e divulgação da cultura afro-brasileira, na noite da última segunda-feira (29), na Câmara Municipal de São Paulo. Na sessão solene, que contou com a participação de autoridades políticas, representantes do Movimento Negro e do cantor Carlinhos Brown, o presidente da Palmares, Eloi Ferreira de Araujo, recebeu a Placa de Condecoração das mãos do vereador Netinho de Paula (PCdoB-SP), que propôs a homenagem.

A abertura da cerimônia foi com o Hino Nacional nas vozes do Coral Kadimiel, da Faculdade Zumbi dos Palmares. Durante a solenidade, além dos cantos africanos, os poemas de Solano Trindade (Sou Negro) e Castro Alves (Saudação a Palmares) emocionaram o público do Salão Nobre da Câmara Municipal.

Na fala de agradecimento, Eloi Araujo destacou que a Fundação Cultural Palmares é uma vitória de todo o povo negro. “Essa iniciativa do Netinho nos deixa muito feliz e honrado”. O presidente ainda ressaltou que estamos num ano expressivo, quando comemoramos o Ano Internacional dos Povos Afrodescendentes; o centenário do Almirante Negro, João Cândido, e um ano de vigência do Estatuto da Igualdade Racial. “O Estatuto da Igualdade Racial é a maior das vitórias que a população negra já teve desde 1988”, afirmou.

Na oportunidade, o cantor Carlinhos Brown lembrou a importância da cultura e da educação para a melhoria de vida do negro no Brasil. “O nosso quesito mais importante é nos educarmos. Reformularmos é o caminho. É preciso limpar a dor do passado”.

Entre um depoimento e outro, a juventude negra também foi apontada como instrumento ativo para as transformações que ainda precisam ser feitas na sociedade brasileira para a construção de um Brasil mais igual. Netinho destacou que é preciso ter mais parlamentares negros e é necessário mostrar aos jovens que a mudança pode ser lenta, mas está acontecendo.

Durante o evento, foi unânime a manifestação de interesse pela criação de uma representação da Fundação Cultural Palmares na capital paulista. A Coordenadora Geral da Coordenadoria dos Assuntos da População Negra (Cone), Maria Aparecida de Laia, disse que os 23 anos da FCP representam 23 anos de resistência e de promoção da cultura negra. “Desejamos que a Palmares amplie suas ações e que tenhamos um escritório aqui em São Paulo”, finalizou.

Foto: Mônica Santos/FCP
Coral Kadimiel se apresenta durante a cerimônia

Foto: Mônica Santos/FCP
Presidente Eloi Ferreira de Araujo recebe placa de homenagem

Foto: Mônica Santos/FCP
Thobias da Vai-Vai, mestre de cerimônia


Foto: Mônica Santos/FCP
Ao centro, Eloi Ferreira e o vereador Netinho de Paula compõem a mesa


Foto: Mônica Santos/FCP
O vereador Netinho de Paulo cumprimenta o presidente da Fundação, Eloi Ferreira

Fonte: Palmares

domingo, 28 de agosto de 2011



Anemia falciforme é discutida em audiência pública

Uma a cada 380 crianças nascidas vivas é portadora da anemia falciforme nas Américas. Segundo o Ministério da Saúde (MS), a cada ano o Brasil registra cerca de três mil nascimentos de crianças com a doença que afeta especialmente negros. A situação é considerada pelo MS um problema de saúde pública devido à grande parte da população do país ser negra e mestiça. Em audiência realizada no Senado Federal, na última quarta-feira (24), senadores debateram sobre incidências, qualificação para o atendimento de pacientes e a divulgação da doença para conhecimento da sociedade.

Solicitada pelos senadores Lídice da Mata, Paulo Paim (PT-RS) e Randolfe Rodrigues (PSOL-AP), a audiência foi promovida pelas Comissões de Assuntos Sociais (CAS) e de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH) do Senado.

Joice Aragão de Jesus, coordenadora da Política de Atenção Integral às Pessoas com Doença Falciforme do MS, destacou que a enfermidade atinge uma parte da população que, além de negra, é mais vulnerável: mais pobre, que não tem acesso a uma série de serviços e com menor grau de escolaridade.

Prevenção e combate - De acordo Joice, é grande a necessidade de uma campanha de conscientização para que as pessoas saibam o que é e como conviver com a doença. “A anemia falciforme é hereditária e não tem cura, mas existem tratamentos que dão ao doente o direito a uma vida com qualidade e que proporciona à família maior segurança”, afirmou a médica que aposta no avanço da ciência em relação a tratamentos para a doença.

A senadora Lídice da Mata (PSB-BA) propôs a criação de um cadastro nacional que possibilite estratégias governamentais e acompanhamento médico mais adequados a fim de reduzir os índices de mortalidade. Os dados sobre a doença no país ainda são precários, porém o MS aponta que a letalidade para crianças portadoras até cinco anos de idade é de 80% quando não há tratamento algum, e de 1,8% quando há o tratamento.

Racismo Institucional – Representante da Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial, Anhamona Silva de Brito, e Altair Lira, coordenador geral da Federação Nacional das Associações de Doenças Falciformes, defenderam durante o encontro que o racismo institucional está entre as razões que explicam a demora do governo em priorizar nas políticas públicas, uma doença que afeta parcela significativa da população. “A doença que foi descoberta há um século e ainda não se sabe exatamente o que é. Isso comprova o racismo institucional que há na saúde”, ressaltou Lira que é pai de uma menina portadora da doença.

Zezé Mota, que esteve na audiência comentou de seus esforços para divulgar a questão na mídia. Sem sucesso nas tentativas, a cantora e atriz lamentou a falta de interesse dos meios de comunicação em divulgar um problema que a sociedade brasileira mal conhece.

Histórico e incidências – A anemia falciforme é herdada dos pais. É uma doença incurável, decorrente de alteração sofrida pelo código genético. A coordenadora da Política de Atenção Integral às Pessoas com Doença Falciforme do MS, explica que a mutação faz com que as hemáceas (células vermelhas do sangue) percam sua sustentabilidade e, assim, sua forma redonda, assumindo o formato de foice, o que explica o nome da doença. A dor e a anemia aguda são os principais sintomas.

Estado brasileiro com grande número de ascendentes de africanos, a Bahia tem o maior percentual de casos, registrando um portador para cada 650 crianças nascidas vivas. Outros estados com as mais altas incidências são Rio de Janeiro, Minas Gerais, Pernambuco e Maranhão.

Originária da África, a anemia falciforme foi uma mutação para adaptação à questões ambientais ocorridas que vitimou os povos do continente. Com a diáspora, se espalhou pelo mundo e se tornou herança genética nas populações afrodescendentes da Europa, Índia, Estados Unidos e América Latina. Para se ter idéia da proporção por continente, enquanto no Brasil nascem três mil portadores por ano, na Nigéria nascem 86 mil no mesmo período, seguido de Congo e Serra Leoa.

Teste do pezinho – Ferramenta fundamental para a segurança do bebê e da família o “teste do pezinho” tem sido uma importante ferramenta na triagem neonatal. Por meio do método, é possível o diagnóstico precoce da enfermidade e de outras doenças, o que permite que a doença, apesar de incurável, seja tratada de forma adequada logo que a criança nasce, evitando uma série de complicações e a morte.

Na proposta da senadora Lídice, o “teste do pezinho” poderia servir de instrumento ao cadastro nacional de informações sobre a doença. Joice, do MS esclareceu que 18 estados do país já oferecem gratuitamente o exame no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS) para detecção da anemia falciforme. Nos outros estados o teste gratuito existe, porém não inclui a enfermidade entre as doenças diagnosticadas.

Fonte: Palmares (Daiane de Souza)

quinta-feira, 11 de agosto de 2011


Homens brancos são maioria dos transplantados. Negros estão em desvantagem, segundo Ipea


Brasília – Estudo inédito do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) mostra que os efeitos das desigualdades sociais brasileiras se estendem às cirurgias de transplantes de órgãos como coração, fígado, rim, pâncreas e pulmão. A maioria dos transplantados são homens da cor branca.
De acordo com o estudo, de quatro receptores de coração, três são homens; e 56% dos transplantados tem a cor de pele branca. No transplante de fígado; 63% dos receptores são homens e 37% mulheres. De cada dez transplantes de fígado, oito são para pessoas brancas.
Segundo a análise do Ipea, homens e mulheres são igualmente atendidos nos transplantes de pâncreas; mas 93% dos atendidos são brancos. A maioria absoluta de receptores de pulmão também são homens (65%) e pessoas brancas (77%). O mesmo fenômeno ocorre com o transplante de rim: 61% dos receptores são homens; 69% das pessoas atendidas têm pele clara.
“Verificamos que o conjunto de desigualdades brasileiras acaba chegando no último estágio de medicina”, aponta o economista Alexandre Marinho, da Diretoria de Estudos e Políticas Sociais do Ipea, um dos autores da pesquisa. Ele e outras duas pesquisadoras analisaram dados de 1995 a 2004, fornecidos pela Associação Brasileira de Transplantes de Órgãos (ABTO).
O economista não estudou as causas do fenômeno, mas disse à Agência Brasil que a preparação para o transplante pode explicar as razões da desigualdade. Para fazer a cirurgia de transplante, o receptor deve estar apto: eventualmente mudar a alimentação, tomar medicamentos e fazer exames clínicos – procedimentos de atenção básica.
Segundo Marinho, quem depende exclusivamente do Sistema Único de Saúde (SUS) - cerca de três quatros da população brasileira - sai em desvantagem, porque tem dificuldade para receber remédios, fazer consultas e exames clínicos. “A situação onera quem tem menos condições de buscar alternativas.”
“O sistema é desigual na ponta [cirurgia de alta complexidade] porque é desigual na entrada”, assinala o economista, ao dizer que quando o SUS tem excelência no atendimento o acesso não é para todos: “Na hora que funciona, quem se apropria são as pessoas mais bem posicionadas socialmente”.
Conforme Marinho, os planos de saúde são resistentes a autorizar procedimentos de alta complexidade, como as cirurgias de transplantes, por causa dos custos. “Os hospitais privados preferem atender por meio do SUS porque sabe que paga”.
O estudo sobre a desigualdade de transplantes de órgãos está disponível no site do Ipea. Segundo Marinho, o documento foi postado ontem (7) e ainda não é do conhecimento do Ministério da Saúde.
De acordo com os dados do Sistema Nacional de Transplantes (SNT), há 1.376 equipes médicas autorizadas a realizar transplantes em 25 estados brasileiros (548 hospitais).
Fonte:Agência Brasil (Gilberto Costa)

Estudantes pretos são menos de 10% nas universidades federais

Amanda Cieglinski
Brasília – Apesar das políticas afirmativas direcionadas para a população negra, esse público ainda é minoria nas universidades federais. Estudo que foi lançado dia 3 pela Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes) sobre o perfil dos estudantes de graduação mostra que 8,72% deles são pretos e 32%, pardos. Os brancos são 53,9% e os indígenas menos de 1%.Repórter da Agência Brasil
O estudo aponta um crescimento da participação dos negros em relação à pesquisa anterior produzida pela Andifes em 2003, quando menos de 6% dos alunos se declaravam pretos e 28,3%, pardos.
Para o presidente da associação, João Luiz Martins, a evolução do número de pretos é “tímida”. Ele defende a necessidade de políticas afirmativas mais agressivas para garantir a inclusão. “A universidade tem uma dívida enorme em relação a isso. Há necessidade de ampliar essas ações [de inclusão] porque o atendimento ainda é muito baixo”, avalia.
A entidade é contra uma legislação ou regra nacional que determine uma política comum para todas as instituições, como o projeto de lei que tramita no Senado e determina reserva de 50% das vagas para egressos de escolas públicas. “Cada um de nós tem uma política afirmativa mais adequada à nossa realidade. No Norte, por exemplo, a universidade precisa de uma política que tenha atenção aos indígenas. No Sul, o perfil já é outro e na Bahia, outro”, explica Martins.
O estudo mostra que os alunos egressos de escolas públicas são 44,8% dos estudantes das universidades federais. Mais de 40% cursaram todo o ensino médio em escola privada. O reitor da Universidade Federal do Pará (Ufpa), Carlos Maneschy, explica que na instituição metade das vagas do vestibular é reservada para egressos da rede pública. Desse total, 40% são para estudantes negros. Ele acredita que nos próximos anos a universidade terá 20% de alunos da raça negra. “Antes, nem 5% eram de escola pública”, diz.
Fonte:Agência Brasil

Miséria condena mais de 5 milhões de crianças negras no Brasil

Por Daiane Souza
A chamada “primeira infância” pelos especialistas é um período fundamental para o aprendizado, porém, no Brasil, está sendo comprometida pela miséria. De acordo com dados divulgados pelo Centro Internacional de Estudos e Pesquisas sobre a Infância (Ciespi), 10 milhões de crianças até seis anos encontram-se em condição social abaixo da linha de pobreza. Pelo menos metade desses meninos e meninas é negra.
Os pequenos brasileiros de raças preta e parda correspondem a 60% do total das crianças na faixa etária pesquisada e pertencem a famílias com renda per capita inferior a R$ 6,80 por dia, conforme valores de 2009. Por essas condições, essas crianças podem ter comprometidos seu desenvolvimento físico e até psiquiátrico. As informações foram enviadas pelo Ciespi ao Governo Federal para servir de base ao Plano Nacional pela Primeira Infância, instrumento que estabelece as medidas a serem adotadas até o ano 2023, visando o desenvolvimento adequado de crianças de 0 a 6 anos.
VULNERABILIDADE – De acordo com Irene Rizzini, diretora do Ciespi, os seis primeiros anos de vida são muito delicados. “As crianças são mais frágeis e precisam de uma proteção especial da família. As experiências dessa fase da vida influenciam, para sempre, a pessoa e sua relação com quem a rodeia”, explica. Irene reforça que esse período demanda segurança, acolhimento e estímulo às potencialidades.
O estudo destaca ainda que 46% da população infantil urbana vivem em lugares sem saneamento básico e que, 95% da rural, moram em casas onde o abastecimento de água e a coleta de esgoto não existem ou são precários. Por isso, Irene defende que pais e gestores públicos se comprometam a proporcionar ambientes que estimulem a primeira infância. “O caminho para eliminar a desigualdade no país depende de como vivem nossas crianças”, resume.
Fonte:Palmares

domingo, 10 de julho de 2011


Palmares recebe embaixadores de nações africanas

Foto:Joceline Gomes/FCP
Embaixadores e representantes de nações africanas se reuniram na sede da Palmares em Brasília

Por Joceline Gomes

Embaixadas de países africanos poderão participar das comemorações do 23° aniversário da Fundação Cultural Palmares no mês de agosto. Para discutir esta possibilidade, o presidente Eloi Ferreira de Araujo se reuniu na manhã desta sexta-feira, 8 de julho, com embaixadores e representantes de 18 países. A proposta é que as nações africanas sejam representadas no aniversário da instituição, no Ano Internacional dos Povos Afrodescendentes.

No encontro, Ferreira apresentou a programação prévia das festividades que inclui exposição de artesanatos, literaturas e fotografias do continente africano no Foyer do Teatro Nacional, em Brasília. A comitiva das nações africanas demonstrou grande interesse em participar das atividades. “Uma Fundação como a Palmares deve ser nossa parceira. Queremos muito participar também de projetos futuros”, afirmou o embaixador do Zimbábue, Sr. Thomas Byuma.

EMBAIXADORES – Byuma que também é decano do Grupo dos Embaixadores e Chefes das Missões Diplomáticas Africanas em Brasília, afirmou que a Fundação faz um bom trabalho na preservação da cultura afro-brasileira e que deseja, em nome do grupo, colaborar com os projetos que promovam a cultura dos povos africanos e afrodescendentes.

Para o Sr. Abd Elghani Elnaim Awad Elkarim, da Embaixada do Sudão, o tempo é curto, porém ele se comprometeu em providenciar materiais suficientes para que a exposição seja bem sucedida. Entusiasmado, sugeriu que o projeto cresça, e tenha uma semana cultural no ano que vem. A proposta é que as embaixadas tragam artistas de seus países, com manifestações culturais diversas. “Você tem que ser o que é para lutar contra a discriminação. É uma grande luta”, disse.

De acordo com Francis Moto, da Embaixada do Malaui, manifestações racistas como as que ocorreram com o jogador Roberto Carlos, para quem torcedores atiraram uma banana, só poderão deixar de acontecer com uma profunda mudança na educação.

“A educação no mundo não ensina o fim do racismo. A não ser que mude essa postura, manifestações assim continuarão a acontecer.”

Participaram da reunião:

Conselheira Botsuana Tebatso Future Baleseng
Conselheira Namíbia Mary Maria Kaalunga
Representante Gana
Embaixador Tanzânia Francis Malambugi
Embaixador Etiópia no Brasil
Embaixador Camarões Martin A. Mbeng
Embaixador Marrocos Mohamed Louafa
Embaixador Senegal El Hadj Abdoul Aziz Ndiaye
Embaixador Benin Isidore Benjamin Monsi
Embaixador Zimbábue e Decano do Grupo dos Embaixadores e Chefes das Missões Diplomáticas Africanas em Brasília – Thomas Sukutai Byuma
Embaixador Sudão Abd Elghani Elnaim Awad Elkarim
Presidente da Fundação Cultural Palmares Eloi Ferreira de Araujo
Embaixador Moçambique Murade Isaac Miguigy Murargy
Embaixador Angola Leovigildo da Costa e Silva
Embaixador Quênia Kirimi P. Kaberia
Representante Argélia
Embaixador Malaui Francis Moto
Conselheiro Malaui
Representante Costa do Marfim
Criação: Daniel Cabral

Encontro discute combate à intolerância religiosa

Por Maíra Valério

Na última terça-feira (5), a Associação de Mulheres Negras e Afrodescendentes da Rasa (Somunear) promoveu o I Encontro de Liberdade de Pensamento e Combate à Intolerância Religiosa, em Armação dos Búzios (RJ). A entidade visa combater a exclusão racial e social do município, que possui aproximadamente 27 mil habitantes e é conhecido por suas praias e atrações turísticas.

O representante da Fundação Cultural Palmares no Rio de Janeiro, Rodrigo Nascimento, compareceu ao encontro, e conta que a principal meta dos debates foi propor soluções para as violências relatadas, pois muitos praticantes de religiões de matrizes africanas alegam sofrer agressões e perseguições. “O Poder Público vai garantir o direito de livre expressão religiosa a todos”, afirma.

O evento, aberto à comunidade, visa contribuir para a consolidação das políticas de igualdade social, racial, religiosa, e as que tenham cunho humanitário. Participaram do Encontro gestores públicos da capital carioca e da Região dos Lagos – área que abrange além de Búzios, municípios como Cabo Frio, Arraial do Cabo, Saquarema e outros.

Fonte: palmares